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Formação

           Inúmeros avistamentos foram relatados no mês de novembro de 2000 no estado do Rio Grande do Sul, o que não deixa de ser comum estatisticamente em todo término e início de ano na nossa casuística. Uma onda ufológica atingiu a região sul, e o ápice desta onda atingiu diversos municípios. Testemunhas de cidades como Pelotas, Rio Grande, Pedro Osório, Piratini, Canguçu e outras relatam suas experiências, sendo que o número de avistamentos em um mesmo dia e com as mesmas semelhanças chega a ser assustador.

            Alguns dos contatos chegaram a causar interferências físicas nas pessoas e em suas residências. Os casos mais impressionantes são relatados na cidade de Pelotas e Piratini que distam aproximadamente 100 Km uma da outra, possuindo por volta de 20000 habitantes a vida é bastante pacata na cidade de Piratini e fatos como OVNIs são capaz de causar certo alvoroço. Apesar disso em uma altitude de 320m avistamentos de objetos estranhos chega a ser um fato cotidiano.

           Dia 20 de novembro o GPCU recebeu uma ligação por volta das 21:45hs, de alguns amigos que haviam visto duas bolas de fogo rasgando o céu da cidade de Pelotas, quando inicialmente avistaram-nas não imaginavam que estavam em velocidade espantosa, só quando passaram por cima de suas cabeças puderam avaliar o que era, além disso ainda escutaram um som bastante alto resultante da desintegração e deslocamento de ar dos objetos.

           Com absoluta certeza não efetuaram nenhum movimento que os caracterizasse como sendo ovnis, não se passavam de bólidos incandescentes em precipitação que passaram se desintegrando. No dia seguinte recebemos outro telefonema, desta vez de um jornalista da cidade de Pelotas que queria saber do que se tratava, pois outras pessoas também haviam visto algo estranho naquela noite, nós então explicamos o que poderia ser, mas para nossa surpresa os fatos que foram publicados no jornal não coincidiam com o avistamento dos garotos que nos ligaram, assim começamos uma investigação para desenrolar melhor esta história.

           Os fatos estavam ficando bastante interessantes e não condiziam com o depoimento dos jovens. As testemunhas estavam relatando formação de objetos luminosos que sobrevoavam a cidade de Pelotas e em momento algum se pareciam com meteoritos ou algo semelhante que pudesse estar pegando fogo. Decorrido todas estas dúvidas um trabalho melhor elaborado sobre o acontecido teve que ser efetuado, para nossa surpresa realmente não havia ligação com o avistamento dos garotos e agora passava a ser um caso bastante intrigante de avistamento no sul do estado.

           Um fato bastante interessante antecedeu os acontecimentos do dia 20, quando a senhora Nair Picanso, foi como de costume recolher as roupas no varal de sua residência por volta das 23:30hs e se deparou com uma luz semelhante à de um poste de iluminação, com uma pequena diferença de tamanho, estava próxima a torre da CRT que fica atrás da casa à uma distância de aproximadamente 100m, mas acostumada com a iluminação do local notou que não era algo que conhecesse, chegou a pensar que haviam mudado a iluminação da torre mesmo assim continuou o que estava fazendo, quando baixou a cabeça recebeu uma descarga elétrica, " Quando eu toquei na roupa recebi um choque fortíssimo", foi quando ela soltou toda a roupa no chão. O varal é todo de plástico, mas mesmo assim Nair achou que algum fio pudesse estar encostando nas roupas, mas foi olhar e nada estava em contato com as roupas ou com ela. Então ela voltou para olhar curiosamente a luz e para sua surpresa ela estava indo em direção a um colégio da cidade, distante à 500m de sua casa, em velocidade muito rápida e de cor diferente, em tom bem amarelado e de forma circular, com tamanho agora bem maior que uma roda de carro, entrou então para dentro da residência para tomar água, pois, não se sentia bem quando seu neto à tocou e sentiu um choque, durante a noite e todo o outro dia as pessoas que entravam em contato com ela recebiam descargas, inclusive outro parente chegou a saltar para trás com a força do choque. Até mesmo uma cadeira de pvc, estas de colocar à volta da piscina, foi atingida e várias pessoas escutaram um ruído. Nair não sentia nada no momento que atingia outros, mas estava se sentindo cada vez mais fraca e notou no outro dia que as roupas que usou anteriormente estavam folgadas, ela estava começando a emagrecer, o que continuou durante a semana inteira e todos à sua volta notavam a diferença corporal que foi bastante significativa. Durante o dia 19 e 20 ela se sentiu bastante mal, mas ainda ia esperar um pouco para ir ao médico, foi então tomar um banho e deste voltou totalmente revitalizada, já se sentia bem melhor.

            No dia 21 quando todos comentavam sobre o assunto ela então relacionou com o que ocorreu dia 19, decidindo então relatar os fatos a um advogado da cidade que gosta bastante do assunto. Foi esse senhor, Antônio M. Sória que entrou em contato com o GPCU relatando que as pessoas do local haviam avistado ovnis no dia 20. Um testemunho bastante interessante vem de três pessoas que são vizinhas e residem na zona rural de Piratini, Rui Barbosa de O. Tavares, Marciana B. de Àvila e sua filha Juliana. O avistamento da menina, sua mãe e outro vizinho é bastante interessante chegando a durar 20 minutos, elas relatam que as luzes possuíam uma espécie de feixe de luz que se estendia por um pequeno espaço, não chegando a atingir as demais, eram muitas delas. Possuíam sempre a mesma cor individualmente, sendo que as cores variavam de uma para a outra, e parecia que quando passavam outras que estavam paradas às acompanharam. Tudo aconteceu muito lentamente, era uma formação bastante considerável, não sendo possível contar pois outras iam se juntando à elas. A noite ficou mito clara aguçando a curiosidade das duas. Decorridos alguns minutos elas foram deitar e as janelas chegaram a tremer, foi então o que seu Rui sentiu em sua casa, que fica próxima, por volta das 21:30hs as janelas tremeram por 20 segundos e ele que já estava deitado chegou a pensar até em terremoto, "Tremeu mesmo as janelas", se levantou para ver o que era, mas nada avistou e cinco minutos depois o vizinho que estava com a senhora Marciana e a filha bateu em sua casa bastante assustado com o que havia visto.

            Alguns outros testemunhos relatam formação de vários objetos como a maioria dos avistamentos do dia 20, um deles vai um pouco além de luzes, o senhor João Airton F. da Rosa relata que ao ver de longe a formação pensou ser aviões, mas assim que chegaram mais próximos ele pode notar o formato circular das naves, além de ver nitidamente sua cor prata que ficava bastante nítida quando lançavam "flashes". Seu avistamento durou o bastante para perceber que não eram aviões, muito menos meteoritos, pois eles chegaram a efetuar uma volta .

           Já o marcineiro Nereu A. Cardoso foi chamado por seu ajudante para ver uma formação semelhante a um leque onde um objeto vinha mais a frente como se guiasse os outros, era uma luz como de um farol de carro, além disso lançavam uma espécie de rastro de luz, bastante curto com uma cor azulada. Observou por 30segundos, e precisou que estavam a uma inclinação em relação a ele de 30º. A formação tinha mais de 100m de comprimento e a velocidade muito superior a de um avião aparentando acelerar conforme se distanciava.

           Na cidade de Pelotas não foi diferente, muitos foram os testemunhos, na maioria das vezes com as mesmas características anteriores, salvo que em alguns casos como da senhora Heloísa Helena P. La Rosa, que testemunhou de 9 a 10 objetos em formação, com o nítido formato de losango e os objetos não disparavam luzes. Todos descrevem como sendo vários objetos que voavam em conjunto e o único objeto que se movimentava à frente como se fosse cicerone dos demais está sempre presente nos depoimentos.

            Os horários são bastante flexíveis chegando a nos sugerir que os objetos não apenas efetuaram uma passagem por estas cidades, mas sim, várias voltas durante o mês de novembro, principalmente no dia 20. Casos esporádicos também apareceram no mês de dezembro, embora não sejam de tamanha grandeza também merecem maiores estudos.

            
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GPCU - Grupo de Pesquisas Cientifico Ufológicas Pelotas -RS-


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